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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Neirinho bom de prosa

  • Outro poema para crianças (e adultos). Acho que a Daniele vai gostar.   

Eta fala saborosa
do Neirinho bom de prosa!

Fala pobrema e vrido,
já ouvi até ruildo.
Pra pedir mais salpicão,
inventa o tar sarapicão.

Conta causos sem parar,
que até faz desconfiar.
Que trem nessa língua enrola,
que não aprendo na escola?


Mas a nossa diferença
não vejo como doença,
nem merece a nossa ofensa.
É só jeito de nascença


- que tem lá sua conhecença !


Eta fala saborosa
do Neirinho bom de prosa!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

poemas para crianças


 
  • Aqui vocês podem ler alguns poemas feitos especialmente (mas não exclusivamente) para crianças. Pertencem à série Na roda da redondilha. Foram escritos em fevereiro e março de 2004, logo depois que o João nasceu. É uma homenagem a ele! A cada semana a página ganhará um novo poeminha, até completar a série. Este primeiro é bem bakhtiniano... Valete fratres!

  • Brincar com palavras
Brincar com palavras, sim,
por que não? Maior barato!

Brinquedo que não tem fim
e que não custa quase nada.

Joguinho muito, muito barato
e até encanta! Mesmo, de fato!

Provoca tanta risada...
e nasce feito capim.

Mas, atenção: cuidado tem de ter:
a mesma palavra pode ser...

 
às vezes... um elogio,
um som todo macio...

 
E às vezes... um palavrão!
Provocando baita confusão!

 

 
  • Dançar QuaDrilha
Chegou cheia de alegria:
- Mãe, olha o que disse a tia,
que em junho - maravilha! -
vou mesmo dançar quadrilha!

Dançar quadrilha!

Cheia de orgulho e vaidade,
a mãe, só felicidade,
comprou vestido rodado,
ornou com fita e babado.

 
Sua filha ... dançar qua-dri-lha!

 
E passou o mês de maio
cochichando com a vizinha,
alterou tanto a rotina,
quase chegou ao desmaio.

 
Porque ela ia ... dançar quadrilha!

 
No dia da festa junina
faz trancinha na menina
ruge e baton na carinha
meia sapato fitinha ...

 
Afinal, ela era a sua filha!
Que ia dançar... qua-dri-lha!

 
Eis que na exata hora,
ajeitando sua presilha,
todos já indo pra escola,
confusa pergunta a filha,

 
pra sua mãe que quase chora:
Mas, mãe, quem é essa tal de Drilha?

 

  • É bigo, é bigo e pronto!

Num tinha jeito o moleque.
Nada de falar “umbigo”.
Nem ligava pra castigo
o teimoso serelepe.

Dizia: É bigo! É bigo!
O certo é bigo, e pronto!
E a tia, no contraponto,
Não é bigo, é umbigo!

 
Fulo da vida, uma vez,
respondeu logo depois:
É um bigo,sim, Doninês,
cê pensou que era dois?